terça-feira, 25 de agosto de 2009

Grã-Bretanha anuncia proibição de 'drogas legais'

O Ministério do Interior da Grã-Bretanha anunciou a proibição até o fim do ano três entorpecentes conhecidos no país como "drogas legais" (ou "legal highs", em inglês). São elas a BZP (benzilpiperazina) - usada como substituta do ecstasy, a GBL (gama-butirolactona) e um substituto da maconha conhecido como Spice. Até agora essas drogas têm sido vendidas abertamente em toda a Grã-Bretanha, inclusive pela internet. O ministro do Interior, Alan Johnson, disse que a decisão de proibir foi tomada sob orientação de um órgão do governo que estuda o impacto do uso de drogas na sociedade. "As 'drogas legais' são uma ameaça crescente, particularmente para jovens, e temos o dever de educá-los sobre esses perigos", afirmou. "Há uma percepção de que muitas das assim chamadas 'drogas legais' são inofensivas, e, entretanto, em alguns casos os usuários podem estar ingerindo líquidos industriais perigosos ou fumando substâncias químicas que sejam muito mais prejudiciais (à saúde) do que a cannabis (maconha)", disse Johnson. Depois que a proibição entrar em vigor, a posse de BZP ou GBL será passível de punição com penas de até dois anos de prisão, enquanto o comércio dessas substâncias pode levar a até 14 anos de prisão. O BZP foi testado inicialmente como tratamento para gado com vermes, mas nunca chegou a ser muito usado porque causava ataques em alguns animais. O GBL, por sua vez, é um solvente industrial usado para remover tinta. Segundo especialistas, o Spice é uma mistura de ervas para fumo que é importada da China. Para consumo humano, o GBL é usado como substituto da substância GHB, que passou a ser conhecida como "droga do estupro", por ter sido adicionada por agressores à bebida de suas vítimas. O governo britânico quer proibir também o Spice, nome dado a todos os substitutos da maconha produzidos artificialmente com substâncias chamadas canabinóides, que reproduzem os efeitos da planta. O Spice está disponível no mercado por cerca de 20 libras (o equivalente a cerca de R$ 60). Em maio, um médico legista da cidade de Sheffield, no norte da Inglaterra, relacionou o BZP - também conhecido como ecstasy de ervas - à morte, no ano passado, do corretor Daniel Backhouse, de 22 anos. Ela teria tomado também ecstasy. Hester Stewart, que tinha 21 anos e estudava medicina, morreu depois de ingerir GBL na cidade litorânea de Brighton. A mãe de Stewart, Maryon, fez campanha para a proibição de drogas consideradas mais leves. "Eu estou satisfeita. Eu acho que o Ministério do Interior está caminhando na direção certa e acho que ser legal não significa ser inofensivo."

Um comentário:

Anônimo disse...

Enquanto isso um ministro, maconheiro no mínimo quer a legalização das drogas. A Argentina, depois do México ja legalizaram 'pequenas quantidades'.
E parece que o Brasil tá pensando em dar uma mãozinha para o Paraguai e a Bolívia. E ainda querem reativar a CPM para a saúde. Esses viciados acabam parando em hospitais por nossa conta. Tem que sonegar... Tem que parar de pagar impostos...