sexta-feira, 2 de março de 2012

Após 20 anos em galpão, cientistas identificam fóssil

Em dezembro de 2011, o Museu Municipal Aristides Carlos Rodrigues, de Candelária no Rio Grande do Sul, recebeu um presente de Natal inesperado: um crânio fossilizado que ficou guardado em um galpão durante duas décadas. Após pesquisadores estudarem o fóssil, evidenciou-se tratar de mais um animal desconhecido. "É inédito para a ciência", conta Carlos Nunes Rodrigues, curador voluntário do museu. A descoberta foi feita pelo coordenador dos projetos de paleontologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), Cesar Leandro Schultz, que juntamente com a doutora em arcossauros, Bianca Mastrantonio, comparou este fóssil com o de outros animais já descobertos e identificados, sem encontrar coincidências. O crânio é compatível com a biozona de dinodontossauro, que pertence à fauna triássica e habitou a Terra entre 230 e 235 milhões de anos atrás. "É um animal muito primitivo, com espécime exibindo as expressões dos arcossauriformes (arcossauro basal)", avalia Rodrigues.

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