segunda-feira, 3 de outubro de 2011

O maior projeto de astronomia da terra começa a funcionar

Depois de mais de uma década de trabalho, o Grande Conjunto de Radiotelescópios do Atacama (Alma, na sigla em inglês), o mais ambicioso projeto de astronomia terrestre que ainda está em construção no deserto do norte do Chile, iniciou suas operações observando com uma nitidez incomparável duas galáxias em colisão. A observação foi feita em uma fase de testes por 12 das 66 antenas interligadas que integram o megaprojeto, localizado na Planície Chajnantor, a 5.000 metros de altitude, no deserto do Atacama, quando ainda restam dois anos de construção. O local, extremamente seco, oferece as melhores condições para a radioastronomia, que explora o universo através de ondas de rádio emitidas por galáxias, estrelas e outros corpos celestes, não captados pelos telescópios ópticos e infravermelhos que só percebem a luz visível. A Alma capta comprimentos de onda milimétricas e submilimétricas, 1.000 vezes mais longas do que os comprimentos de onda de luz visível, o que lhe permite ver através das densas nuvens de poeira cósmica e gás onde se formam estrelas e planetas, assim como objetos muito distantes no universo. A primeira imagem revelada pela Alma corresponde às Galáxias das Antenas, um dueto de galáxias em colisão, situadas na constelação de Corvus e descobertas em 1785. Espera-se que o projeto esteja concluído em 2013, quando as 66 antenas funcionarão como um único grande telescópio, com resolução 10 vezes superior ao telescópio espacial Hubble.

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