Espanhóis usam microchips em abelhas para estudar mortandade

Especialistas da cidade de Salamanca, Espanha, estão realizando um projeto pioneiro que envolve colocar microchips em abelhas para investigar as causas por trás dos elevados índices de mortalidade entre elas. "Iniciamos o projeto porque na região de Salamanca temos muitos problemas com o desabelhamento das colmeias", disse à imprensa o presidente da Asociación de Apicultores de Salmantinos, Castor Fernández. "Falamos em desabelhamento quando a colmeia fica despopulada e morre. Durante anos, aqui, tem havido (um índice de) 80% de despopulação, ou seja, de cada 100 colmeias, morrem 80. É algo muito, muito grave". Segundo Fernández, quando as abelhas desaparecem, a rainha deixa de colocar ovos para que se formem novas colmeias. Após um período, a colmeia morre. "Não sabemos se as abelhas vão embora ou se morrem ali perto. Não sabemos o que ocorre, por isso surgiu a ideia dos microchips para ver se encontramos algum remédio". Os minúsculos chips são acoplados ao tórax das abelhas. Cada vez que elas passam pela entrada da colmeia, um leitor de microchips registra dados que são arquivados em um computador. Os pesquisadores José Orantes Bermejo, dos Laboratorios Apinevada, em Granada, e Antonio Gómez Pajuelo, apicultor, estão monitorando abelhas em colmeias saudáveis, onde não houve qualquer contaminação por pesticidas, e em colmeias onde foram identificados resíduos de pesticidas. Segundo Pajuelo o desaparecimento das abelhas se deve a uma conjunção de três fatores: má nutrição durante o outono por problemas nas florações nesse período, a falta de controle sobre o ácaro Varroa destructor, que parasita as abelhas e o uso de pesticidas.
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