
Pessoas presas em escombros devido a desastres naturais podem ser resgatadas por meio de uma busca das substâncias químicas presentes no hálito, afirmam cientistas. Pesquisa publicada na revista científica Journal of Breath Research descreve experimentos usando voluntários numa simulação de desmoronamento de um prédio. Moléculas de acetona e amônia presentes no hálito dos participantes foram facilmente detectadas na simulação. As descobertas estão sendo usadas para desenvolver um "cão farejador eletrônico" que possa fazer buscas em locais de desastres em busca de sobreviventes. Um protótipo já foi desenvolvido por um dos colaboradores da pesquisa, mas a intenção é complementar, e não substituir o trabalho dos cães já utilizados nos trabalhos. "Os cães são fantásticos, mas eles não trabalham por muito tempo e passam por lesões como resultado de suas atividades em ambientes de busca e resgate", disse o químico Paul Thomas, da Universidade de Loughborough, que liderou a pesquisa. "Nós não sabemos o que os cães detectam. Todo o projeto é voltado para produzir melhores sensores e sistemas que possam encontrar pessoas", afirmou. “Precisamos tentar definir em termos científicos a que um 'detector de sinais vitais' precisa reagir.” Para determinar a quais substâncias uma tecnologia futura de detecção deve ser sensível, foram usados 10 voluntários confinados por cinco dias, que se revesaram em uma caixa com restos de construção por seis horas cada um. Quanto mais tempo eles passavam sem comida, mais variadas eram as substâncias resultantes do metabolismo, assim como os componentes da urina expelida.Thomas afirma que o "detector de sinais vitais" usado na demonstração "funcionou maravilhosamente". "Os nossos sensores químicos detectaram o que estávamos procurando rapidamente, depois de uma hora com alguém 'enterrado' lá", afirmou o químico. A equipe agora vai realizar mais testes por períodos mais longos no simulador.
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