segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Pesquisadores italianos criam sistema capaz de prever queda de barreiras

Pesquisadores da Universidade Politécnica de Milão instalaram, com a ajuda de alpinistas, uma série de sensores especiais para captar os mínimos movimentos na Monte San Martino, em Lecco, norte da Itália. Os dados obtidos pelos aparelhos são enviados em tempo real, através de tecnologia wireless, para o laboratório a pouco menos de cem quilômetros em linha reta. O objetivo é gravar os sons emitidos pela rocha durante a ocorrência de fraturas internas. Com estes sons, e com outras informações coletadas de maneira tradicional, os cientistas querem interpretar e estudar as prováveis conseqüências, analisando com rigor científico, o potencial risco de desmoronamentos. A parede da montanha de San Martino é quase vertical e as rachaduras provocadas pela erosão da rocha estão por todos os lados. Dois sistemas foram implantados em diferentes pontos para analisar melhor o comportamento da montanha. Um programa cruza dados e o resultado são fotografias em seqüência do movimento ou a inércia da montanha. Os registros no setor mais dinâmico da parede monitorada indicam cerca de 30 segundos de atividades por mês. Na realidade, a pesquisa colhe sinais inaudíveis à audição humana e transforma os sons em sinais decodificados. O processo é semelhante ao do sismógrafo usado para medir a intensidade de um terremoto. Cada ruptura na estrutura da rocha, por menor que seja, produz uma onda microsísmica. O sensor capta esta vibração sonora, memoriza esta informação. Depois, a transmite para ser elaborada e interpretada pelos pesquisadores. "Antes, se instalavam sistemas fixos para verificar o alargamento das fendas existentes. Isto implica em subir periodicamente na montanha para checar o que está acontecendo e não é um método aceitável, diante do ponto de vista da previsão dos riscos, para a criação de mecanismos de alerta. Se você sobe apenas uma vez por mês na montanha vai saber apenas uma vez por mês o que está acontecendo lá em cima, e, neste meio tempo, a parede pode desabar", explica o professor Cesare Alippi, responsável pelo projeto. A pesquisa faz parte do projeto PROMETEO, iniciais em italiano para Proteção Pública Metodologia e Tecnologia Operativas. Dele faz parte a Universidade Suíça Italiana e o grupo de Análise de Riscos Alpinos na Suíça.

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