quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Autoridade egipcia é detida por negligencia a roubo de Van Gogh

O chefe do setor de belas artes do governo do Egito foi detido depois do roubo de um quadro de Van Gogh avaliado em US$ 50 milhões (quase R$ 86 milhões) de um museu do Cairo. Muhsin Sha'lan, primeiro subsecretário do Ministério da Cultura, foi acusado de "negligência" de acordo com a agência de notícias estatal egípcia Mena. Várias outras autoridades também teriam sido detidas. O a Agencia Reuters informou que outros nove funcionários do Ministério da Cultura também teriam sido proibidos de viajar como parte da investigação sobre o roubo. As autoridades do governo ainda não comentaram as detenções. O roubo teria ocorrido no sábado no museu Mahmoud Khalil, e teria sido causado devido à falta de segurança no local. O mais importante promotor de Justiça do país, Abdel Meguid Mahmud, afirmou que nenhum dos alarmes e apenas sete das 43 câmeras de segurança do museu estavam funcionando. O quadro, conhecido como Flores de Papoula ou Vaso e Flores, foi cortado da moldura onde estava e levado pelos ladrões. A polícia egípcia estaria concentrando as buscas pelo quadro roubado em portos e aeroportos do país. Ainda no sábado o ministro da Cultura egípcio Farouk Hosni tinha afirmado que dois italianos tinham sido presos no aeroporto do Cairo devido a envolvimento com o roubo. Mas, depois voltou atrás e disse que tinha recebido informações "erradas" e que o quadro ainda estava desaparecido. O quadro, que mede 30 centímetros por 30 centímetros e mostra flores amarelas e vermelhas, teria sido pintado por Vincent Van Gogh em 1887, três anos antes de sua morte. A obra já tinha sido roubada deste mesmo museu do Cairo em 1978, mas foi recuperada dez anos depois no Kuwait. O museu Mohammed Mahmoud Khalil foi construído por um político egípcio, que tinha este nome, na década de 30 e também conta com quadros de Monet, Renoir e Degas em seu acervo.

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