Especialistas estão alertando para um futuro nada promissor para humanidade e dentre as principais carências citam pouca carne para consumo e escassez de algodão. Uma das causas fica por conta do colapso catastrófico nas colônias de abelhas com a extinção cada vez mais freqüente dos enxames. Muitas culturas vitais dependem da polinização por abelhas, mas dados recentes mostram que um terço desses insetos não tem conseguido sobreviver ao rigor dos invernos nos EUA. O fato vem sendo observado desde 2006 e não só na América do Norte como também na Ásia as abelhas estão cada vez mais raras conforme matéria publicada na imprensa européia. Outra parte da pesquisa mostra que os pesticidas utilizados na agricultura também têm contribuído significativamente para a diminuição da população de abelhas. A crise conhecida como Colony Collapse Disorder (CDD), que nada mais é que o uso indiscriminado de agrotóxicos tem prejudicado a saúde dos insetos tornando-os mais suscetíveis a doenças. As abelhas são uma parte fundamental da cadeia alimentar porque as plantas em floração dependem de insetos para a polinização e da abelha é o mais eficaz. Elas polinizam 90 culturas comerciais em todo o mundo incluindo frutas e legumes, tais como maçãs e cenouras, além de alfafa para alimentação do gado, nozes, colza e algodão. O mundo sem abelhas significaria uma dieta sem carne, arroz, têxteis produzidos a partir do algodão, sem pomares, frutas e animais silvestres. Cientistas norte americanos encontraram 121 vestígios de agrotóxicos presentes em mel e cera de abelhas, aumentando assim a gravidade no uso destes produtos de forma indiscriminada.
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