O jornalista Marcos de Castro critica, neste livro, a ausência de critérios e denuncia a degradação do português praticado no Brasil por boa parte de seus colegas de profissão. Dividida em três capítulos, a obra é dedicada não apenas a jornalistas e estudantes, mas a todos que se orgulham da língua portuguesa. Elenca os principais erros, vícios de linguagem e vulgarismos cometidos nos veículos de comunicação nacional, sejam eles de palavra impressa ou falada. "Batatada é o nome popular que se dá a um erro de linguagem, seja de pronúncia, sintático ou qualquer tipo de erro na fala ou na escrita", explica o autor na página 141, abrindo o capítulo "Pequeno dicionário de batatadas da imprensa". Entre os equívocos destacados pelo jornalista, está a expressão "vítimas fatais". A TV Globo, por exemplo, abriu um dos seus noticiários de 30.1.1998 falando das mortes de bebês no CTI neonatal numa maternidade do Rio. Informava a apresentadora que haviam morrido mais três crianças nas últimas horas, "subindo para 10 as vítimas fatais". Ora, dizer ou escrever uma coisa dessas é brigar duramente com o idioma, é ignorar que o adjetivo "fatal" significa "que mata" --e não se pode dizer "subindo para 10 as vítimas que matam", pois as vítimas não matam ninguém, as vítimas morrem. Acidentes matam, doenças matam. Assim, como fora das redações todo mundo sabe, acidentes é que são fatais, doenças são fatais. "A queda foi-lhe fatal" significa que a queda o matou, portanto, a queda é que foi fatal, não ele, vítima da queda. Vítima fatal, portanto, não existe.quarta-feira, 24 de março de 2010
'Vítimas fatais' não existe e virou lugar-comum em textos toscos da mídia
O jornalista Marcos de Castro critica, neste livro, a ausência de critérios e denuncia a degradação do português praticado no Brasil por boa parte de seus colegas de profissão. Dividida em três capítulos, a obra é dedicada não apenas a jornalistas e estudantes, mas a todos que se orgulham da língua portuguesa. Elenca os principais erros, vícios de linguagem e vulgarismos cometidos nos veículos de comunicação nacional, sejam eles de palavra impressa ou falada. "Batatada é o nome popular que se dá a um erro de linguagem, seja de pronúncia, sintático ou qualquer tipo de erro na fala ou na escrita", explica o autor na página 141, abrindo o capítulo "Pequeno dicionário de batatadas da imprensa". Entre os equívocos destacados pelo jornalista, está a expressão "vítimas fatais". A TV Globo, por exemplo, abriu um dos seus noticiários de 30.1.1998 falando das mortes de bebês no CTI neonatal numa maternidade do Rio. Informava a apresentadora que haviam morrido mais três crianças nas últimas horas, "subindo para 10 as vítimas fatais". Ora, dizer ou escrever uma coisa dessas é brigar duramente com o idioma, é ignorar que o adjetivo "fatal" significa "que mata" --e não se pode dizer "subindo para 10 as vítimas que matam", pois as vítimas não matam ninguém, as vítimas morrem. Acidentes matam, doenças matam. Assim, como fora das redações todo mundo sabe, acidentes é que são fatais, doenças são fatais. "A queda foi-lhe fatal" significa que a queda o matou, portanto, a queda é que foi fatal, não ele, vítima da queda. Vítima fatal, portanto, não existe.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário