terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Nobreza espanhola cria ONG para ricos decadentes

Nobres da Espanha criaram uma ONG com o objetivo de atender aristocratas idosos decadentes, que um dia foram ricos e perderam status social no país. A nova ONG, chamada Fundação Marquesa de Balboa para Anciãos Solitários Decadentes, foi aprovada pelo Ministério de Saúde e Política Social da Espanha. A organização segue a vontade da milionária Isabel de Borbón y Esteban de León, que deixou parte de sua herança para esta causa. No testamento, ela pediu aos amigos da alta sociedade que ajudassem aos nobres que perderam o padrão de vida e dão vexame à classe. De acordo com a inscrição no Ministério, a fundação tem como finalidade “atender e cuidar dos pobres que envergonham e anciãos solitários decadentes”. A ONG impõe como condições básicas para estar na lista de socorridos que os aristocratas decadentes “morem sozinhos ou em condições precárias, com suas famílias ou com pessoas a quem estorvem ou em asilos em mau estado”. A ONG também se propõe a atender “primeiro às mulheres que tiveram no passado boa posição” e depois os outros idosos “da mesma condição social que teve a excelentíssima Senhora Marquesa de Balboa, que necessitem de ajuda e não se atrevem a pedir”. A Fundação é dirigida por aristocratas com título de nobreza. A presidente é a condessa de Cork Leticia Rojas, a vice-presidente é Olivia de Borbón, Marquesa de Villamantilla Perales e todos os responsáveis pelos cargos mais importantes na administração têm o sobrenome Borbón, da família real espanhola. Segundo o Ministério de Política Social, a instituição ainda não tem sede, mas já começa com um capital de 600 mil euros (aproximadamente R$ 1,6 milhão) da herança da Marquesa de Balboa. Ao se tornar fundação de ação social, o grupo de nobres receberá ajuda estatal para as causas de assistência, sem fins lucrativos e com apresentação obrigatória de contas à receita pública. A Marquesa de Balboa já havia ficado conhecida na Espanha após receber uma condecoração do Ministério da Cultura porque doou quadros de seus antepassados de "sangue azul" ao Museu do Prado, em Madri.

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