terça-feira, 3 de novembro de 2009

Estudo questiona uso de aspirina na prevenção de ataques cardíacos

O uso de aspirina para prevenir ataques cardíacos e derrames em pessoas que não apresentam sintomas óbvios de doenças cardiovasculares deveria ser suspenso, dizem pesquisadores britânicos. Um estudo incluído na publicação médica Drugs and Therapeutics Bulletin (DTB) diz que a droga pode causar sangramentos internos sérios e não previne mortes por doenças cardiovasculares. O DTB é uma publicação britânica independente que avalia e faz recomendações sobre tratamentos a profissionais de saúde. O estudo recomenda que médicos reavaliem os casos de pacientes que fazem uso da aspirina como preventivo. Doses baixas de aspirina são comumente recomendadas a pacientes que tiveram ataques cardíacos e derrames para prevenir mais ataques. Esta abordagem conhecida como prevenção secundária é bem estabelecida e tem benefícios confirmados. Mas estima-se que milhares de pessoas na Grã-Bretanha estejam tomando a aspirina como medida preventiva antes de apresentar qualquer sintoma de problemas cardíacos. Entre 2005 e 2008, foram publicadas na Grã-Bretanha quatro recomendações sugerindo que a aspirina deveria ser receitadas como preventivo a pacientes que não apresentavam sintomas de doença cardiovascular. Entre os pacientes estavam pessoas com idade a partir de 50 anos sofrendo de diabetes do tipo 2 e pressão alta. A revista científica Lancet não apóia o uso para esses pacientes devido ao risco de sangramentos gastrintestinais. O presidente do Royal College of General Practitioners, entidade que representa os médicos clínicos-gerais britânicos, disse que a entidade vai endossar as recomendações do DTB.

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