O rendimento dos investimentos em poupança que superarem 50 mil reais será taxado, na fonte, em 22,5 % segundo projeto que o governo pretende encaminhar ao Congresso nos próximos dias. O objetivo da taxação é evitar a migração de grandes aplicações para a poupança, que tem rendimento mínimo garantido em lei e é isenta de tributação, o que a torna potencialmente mais atrativa. "Cabe ao Congresso discutir a oportunidade de colocar um tributo neste momento ou não", afirmou o ministro da Fazenda nesta terça-feira. Ao contrário do anunciado pelo governo em maio, a taxação será feita diretamente na fonte, e não na declaração anual do Imposto de Renda. Os rendimentos da poupança também terão que ser incluídos na declaração anual do IR. Essa foi a forma que o governo encontrou para garantir a taxação de aplicadores que tenham mais de uma conta de poupança, cujos saldos somados superem 50 mil reais. Por outro lado, ainda não foi batido o martelo com relação à possibilidade de redução temporária na taxação sobre os fundos de investimento. Essa seria outra medida que o governo cogitou e que pode ser tomada para reduzir a vantagem comparativa da poupança. mesmo que Congresso aprove o novo projeto de taxação da poupança ainda neste ano, a incidência do tributo só ocorrerá a partir de fevereiro.
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