Guaxinim 'quebra recorde' de distância e acaba morto por caçadora
Cientistas alemães registraram o que afirmam ser um recorde de caminhada de longa distância para guaxinins. O animal percorreu uma distância de quase 300 quilômetros, em linha reta, em busca de uma fêmea para acasalar. A jornada foi documentada por integrantes do projeto de pesquisa alemão "Waschbär" (guaxinim, em alemão), mas infelizmente chegou ao fim quando uma caçadora matou o animal, antes de saber que ele era parte do projeto. "Essa foi a maior caminhada de guaxinim registrada até hoje no mundo", afirmou o diretor do projeto Frank-Uwe Michler. O atual recorde, segundo os especialistas alemães, era de 95 quilômetros, em linha reta. O animal foi encontrado em uma região próxima à cidade de Bremerhaven, no noroeste do país, 285 quilômetros a oeste de seu ponto de partida, no Parque Nacional de Müritz. Ainda quando filhote, ele havia sido identificado com uma etiqueta de orelha, de número 5002, e com uma coleira contendo um transmissor de rádio. Os biólogos estimam, baseados em outras medições, que o bicho tenha percorrido, em cerca de 90 dias de caminhada, um trajeto que somaria mais de 800 quilômetros, atravessando plantações, estradas e ferrovias. A trilha exata não é conhecida, porque o equipamento radiotransmissor só tem alcance de poucos quilômetros. Em média, esses mamíferos notívagos percorrem oito a dez quilômetros por noite, de acordo com os registros do projeto. A jornada do guaxinim em busca da fêmea, no entanto, acabou na armadilha de uma caçadora, durante a temporada de caça de 2007. Ela matou o animal com um tiro, porque não reconheceu a tempo sua marcação, e guardou a pele, cuja etiqueta contém um número, mas não o local de origem do indivíduo. Somente mais de dois anos depois, quando a caçadora ouviu falar por acaso do projeto Waschbär, é que os pesquisadores tomaram conhecimento do paradeiro do guaxinim número 5002. "Machos são orientados pela reprodução e continuam caminhando, até achar uma fêmea apropriada", explicou o biólogo Frank-Uwe Michler, membro da GWN (sigla em alemão para a Sociedade para Ecologia Selvagem e Conservação da Natureza), entidade mantenedora do projeto. "As fêmeas são diferentes. Elas se preocupam com boas condições de vida e não andam mais que o necessário", explicou o biólogo. Anualmente, cerca de 500 guaxinins migram do Parque Nacional de Müritz, onde trabalham os pesquisadores do projeto Waschbär, investigando os cerca de mil guaxinins que vivem na região.
Um comentário:
É uma pena que lá não tenha IBAMA. Também pudera 'um país subdesenvolvido'...É dose! Matar o pobrezinho do animal. Pra que? Que crime.
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