domingo, 15 de março de 2009

Scanners modernos estão mais perto de "ler a mente" humana

Imagens de ressonância magnética mostram impacto emocional no cérebro de telespectadores que assistem a anúncios publicitários durante o Super Bowl. A imagem da esquerda mostra uma pessoa vendo um comercial de salgadinho respondendo positivamente e a direita é de uma pessoa vendo comercial de nozes reagindo negativamente. Cientistas demonstraram pela primeira vez que pode ser possível "ler" a mente de uma pessoa pela simples observação de sua atividade cerebral. Usando um moderno scanner para medir o fluxo sanguíneo, pesquisadores britânicos anunciaram na quinta-feira que eram capazes de dizer em que posição estavam os participantes voluntários de um teste, em um ambiente de realidade virtual gerado por computador. "Surpreendentemente, a simples observação dos dados cerebrais permitia prever exatamente onde eles estavam", disse aos jornalistas Eleanor Maguire, do Wellcome Trust Centre for Neuroimaging, na University College London. "Em outras palavras, fomos capazes de 'ler' suas memórias espaciais", acrescentou. A descoberta abre a possibilidade de desenvolver máquinas que leem diversos tipos de memórias, ainda que Maguire tenha dito que o risco de leituras de pensamento "intrusivas" ainda estejam muito distantes. Ela acredita, em lugar disso, que a descoberta, reportada em artigo na revista Cell Biology, ajudará na pesquisa sobre distúrbios de memória como o mal de Alzheimer, ao esclarecer de que maneira a região cerebral do hipocampo registra memórias. Maguire e seus colegas usaram uma tecnologia conhecida como ressonância magnética funcional, ou MRI, que coloca em destaque as regiões do cérebro quando estas entram em atividade. Ao estudar os cérebros das pessoas enquanto estas jogavam um jogo de realidade virtual, eles puderam medir a atividade de certas regiões do hipocampo, uma área do cérebro conhecida por suas funções essenciais para a navegação e memória.

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