quarta-feira, 4 de março de 2009

Ginecologista italiano afirmou que clonou três bebês e que eles vivem uma vida saudável

O polêmico ginecologista italiano Severino Antinori afirmou, em entrevista à revista semanal Oggi, que clonou três bebês e que eles vivem uma vida saudável hoje em dia, na Europa oriental. De acordo com Antinori, os bebês - dois meninos e uma menina - têm nove anos. Famoso por auxiliar uma mulher de 63 anos a engravidar, Antinori não apresentou provas de seu suposto feito, mas afirmou ter usado uma técnica chamada “transferência nuclear”, que seria uma “melhoria” da técnica usada para clonar a ovelha Dolly, em 1996. O ginecologista afirmou que os três pais das crianças eram estéreis e que usou as células deles para conseguir gerar a gravidez nas mulheres. “Eram dois meninos e uma menina, com nove anos hoje. Eles nasceram saudáveis e estão com a saúde excelente hoje”. Em novembro de 2001, Antinori causou polêmica semelhante ao anunciar que usaria a técnica de clonagem para ajudar casais que não poderiam ter filhos. No início do mesmo ano, Antinori fez uma previsão de que poderia conseguir completar com sucesso a clonagem humana na metade de 2003. Se sua declaração desta quarta-feira (4) for verdadeira, Antinori já teria tido sucesso com a técnica ao fazer tais comentários no início da década. Quando veio ao Brasil, em novembro de 2006, para participar de um simpósio em Ribeirão Preto, Antinori também mencionou a existência dos clones. "Não são monstros", disse ele, referindo-se a três crianças que viviam no leste europeu e teriam entre três e cinco anos, resultados positivos de suas experiências com clonagem humana. Ao contrário do que afirma na entrevista mais recente, o italiano dizia ter clonado um menino e duas meninas. Citando a necessidade de respeitar a privacidade das famílias, Antinori disse que não poderia fazer mais revelações sobre os casos de sucesso. Ao falar do episódio, o médico usou o termo “clonar”, mas, segundo a agência de notícias francesa AFP, depois que o repórter de Oggi citou que a técnica é proibida na Itália, Antinori preferiu falar de “terapias inovadoras” e de “recodificação genética”. No fim de fevereiro, o médico causou mais polêmica ao confirmar que faria inseminação artificial em uma mulher cujo marido está em coma por conta de um tumor no cérebro.

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