Um documentarista cego de um dos olhos está preparando um trabalho com uma câmera acoplada a um olho de vidro, cujo objetivo é gravar secretamente as pessoas comentando sobre a proliferação das câmeras de vigilância no mundo. O olho do canadense Rob Spence foi ferido num acidente na infância, e foi removido há 3 anos. Agora, ele está no estágio final do desenvolvimento de uma câmera que vai transformar sua deficiência em uma vantagem. Spence, que é fã do seriado dos anos 70 "O homem de 6 milhões dólares", disse que teve uma epifania quando olhou para a câmera de seu aparelho de celular e seu conta que um dispositivo daquele tamanho caberia numa órbita ocular. Com a câmera 'acoplada' a um olho protético, ele espera poder gravar as mesmas imagens que vê com seu olho funcional, com os músculos movendo o olho com a câmera como se fosse um olho real. Spence disse que planeja explorar questões de privacidade e discutir se estamos caminhando sem perceber para uma sociedade 'orwelliana'. Segundo ele, as pessoas que ele filmar não saberão disso até o fim da filmagem, mas após isso elas terão que lhe dar permissão para serem incluídas de fato no documentário. O equipamento especial consistirá numa câmera, originalmente desenhada para colonoscopia, uma bateria e um transmissor sem fio.É um desafio fazer tudo isso caber um olho protético, mas Spence teve ajuda de engenheiros, incluindo um dos cofundadores de um grupo de pesquisas relacionadas do Massachussets Institute of Technology. A equipe, junto com a fabricante da câmera, especializada em câmeras em miniatura, espera que o equipamento esteja funcionando já no próximo mês. Spence, que se apelidou de "Eyeborg" (Trocadilho com "Cyborg"), disse aos repórteres numa coletiva de imprensa em Bruxelas que a câmera, que será escondida numa prótese da mesma cor de seu outro olho, verde, também permitirá que ele capture os diálogos de maneira mais natural do que seria possível com uma câmera que não fosse específica para isso. "Como um documentarista, você está tentando se conectar com as pessoas", ele disse, "e a melhor maneira de fazer uma conexão é pelo contato visual." Mas ele também reconhece as questões de privacidade envolvidas. "Quanto mais próximo eu chego de colocar essa câmera no olho, mais assustadas as pessoas ficam comigo", ele contou, adicionando que as pessoas dizem que não têm certeza se querem andar por aí com alguém que "estará lhes filmando o tempo todo".domingo, 15 de março de 2009
Filme será feito usando microcâmera dentro de prótese ocular
Um documentarista cego de um dos olhos está preparando um trabalho com uma câmera acoplada a um olho de vidro, cujo objetivo é gravar secretamente as pessoas comentando sobre a proliferação das câmeras de vigilância no mundo. O olho do canadense Rob Spence foi ferido num acidente na infância, e foi removido há 3 anos. Agora, ele está no estágio final do desenvolvimento de uma câmera que vai transformar sua deficiência em uma vantagem. Spence, que é fã do seriado dos anos 70 "O homem de 6 milhões dólares", disse que teve uma epifania quando olhou para a câmera de seu aparelho de celular e seu conta que um dispositivo daquele tamanho caberia numa órbita ocular. Com a câmera 'acoplada' a um olho protético, ele espera poder gravar as mesmas imagens que vê com seu olho funcional, com os músculos movendo o olho com a câmera como se fosse um olho real. Spence disse que planeja explorar questões de privacidade e discutir se estamos caminhando sem perceber para uma sociedade 'orwelliana'. Segundo ele, as pessoas que ele filmar não saberão disso até o fim da filmagem, mas após isso elas terão que lhe dar permissão para serem incluídas de fato no documentário. O equipamento especial consistirá numa câmera, originalmente desenhada para colonoscopia, uma bateria e um transmissor sem fio.É um desafio fazer tudo isso caber um olho protético, mas Spence teve ajuda de engenheiros, incluindo um dos cofundadores de um grupo de pesquisas relacionadas do Massachussets Institute of Technology. A equipe, junto com a fabricante da câmera, especializada em câmeras em miniatura, espera que o equipamento esteja funcionando já no próximo mês. Spence, que se apelidou de "Eyeborg" (Trocadilho com "Cyborg"), disse aos repórteres numa coletiva de imprensa em Bruxelas que a câmera, que será escondida numa prótese da mesma cor de seu outro olho, verde, também permitirá que ele capture os diálogos de maneira mais natural do que seria possível com uma câmera que não fosse específica para isso. "Como um documentarista, você está tentando se conectar com as pessoas", ele disse, "e a melhor maneira de fazer uma conexão é pelo contato visual." Mas ele também reconhece as questões de privacidade envolvidas. "Quanto mais próximo eu chego de colocar essa câmera no olho, mais assustadas as pessoas ficam comigo", ele contou, adicionando que as pessoas dizem que não têm certeza se querem andar por aí com alguém que "estará lhes filmando o tempo todo".
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