Degustadores provam champanhe de 1825
Degustadores que provaram o champanhe "mais velho do mundo" afirmaram que a bebida ainda estava própria para o consumo e tinha notas de trufas e caramelo. Doze dos maiores especialistas em vinho do mundo provaram esta semana um champanhe da marca Perrier-Jouet, engarrafado em 1825. De acordo com o veredicto, o champanhe de 184 anos é mais gostoso do que os engarrafados vinte ou trinta anos mais tarde. Atualmente restam apenas duas garrafas da safra de 1825 e a empresa disse que não tem planos de abri-las em breve. Os especialistas se reuniram nas adegas da Perrier-Jouet esta semana, em Epernay, na França, para degustar o champanhe, reconhecido oficialmente pelo livro Guinness dos recordes como o mais velho do mundo. O britânico John Stimpfig, que escreve sobre vinhos, disse que o champanhe estava bastante oxidado, mas revelou notas de trufas, caramelo e champignon, e também que a rolha estava bem conservada. "As bolhas haviam desaparecido quase por completo, mas a bebida ainda estava um pouco gasosa", disse ele. Já Serena Sutcliffe, que ajudou a organizar o evento histórico, descreveu o vinho espumante como "viciante", com um "complexo buquê de figos e um leve nariz que lembra o mar". O gosto do champanhe mudou muito ao longo dos últimos 184 anos. Segundo os degustadores, a safra de 1825 era mais doce e talvez este fator, combinado à pressão atmosférica sobre a garrafa, tenha ajudado a preservar a bebida por tanto tempo.
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