No final de 2008, a cidade de Ipuaçu,SC, localizada a 511 quilômetros de Florianópolis no meio oeste de Santa Catarina, foi o centro das atenções de ufólogos e curiosos. Tudo porque duas propriedades daquela cidade amanheceram com estranhas marcas em suas plantações. Mas que fenômeno é esse, batizado de agroglifos? Também conhecido por círculos nas plantações (crop circles) ou círculos ingleses, são desenhos, quase sempre em padrões geométricos, que aparecem em plantações de cereais em todo o mundo desde meados da década de 70. O primeiro caso registrado foi na Inglaterra, entre 1647 e 1678, a data é incerta entre os pesquisadores. É também em solo inglês onde está a maioria dos casos registrados no mundo. No entanto, o fenômeno já foi observado em países como Estados Unidos, França, Japão, Canadá, Holanda, Hungria, Rússia, Brasil, entre outros. No início, os desenhos apareciam exclusivamente em plantações, mas estudiosos já encontraram os mesmos sinais em superfícies como neve, areia e lagos congelados. A maior discussão em torno do assunto diz respeito à veracidade desses desenhos. Os céticos acreditam que tais marcas são produzidas pelo homem, enquanto muitos ufólogos dizem que algumas são sim produzidas, mas outras aparecem realmente sem que se saiba de onde e como foram feitas. Para os integrantes do “The Circlemakers”, grupo que produz círculos ingleses, as marcas nos solos nada mais é que um fenômeno cultural, não tendo nada de místico. Em seu site (www.circlemakers.org), eles mostram técnicas e dão dicas de materiais utilizados para a construção dos círculos. Segundo a ufóloga inglesa Nancy Talbott, uma das maiores pesquisadoras do fenômeno em todo o mundo e presidente do BLT Research Team, há como saber se as marcas nos campos foram feitas pelo homem ou não. “Nos locais onde foram encontrados 'crop circles' notamos presença de quantidades anormais de radiação eletromagnética; hastes de plantas dobradas e não quebradas; alterações biofísicas nas plantas; e campos magnéticos fortes”. Neste último caso, relatos afirmam que aparelhos elétricos e magnéticos, como câmeras, bússolas e celulares, não funcionam no interior dos círculos. Por mais que se fale em agroglifos, esse é um tema ainda muito desconhecido também para os pesquisadores. “A primeira razão para se estudar os “crop circles” é justamente porque ninguém sabe, de fato, o que causa esse fenômeno. Nosso grupo tenta obter tantas informações quanto possível sobre as energias envolvidas, estudando as plantas e os solos do interior desses círculos. Dessa forma, comparamos com o plantio que não foi atingido”, comenta Nancy. “Particularmente, não acredito que estes círculos são feitos por extraterrestres, mas respeito muito a opinião da ufóloga inglesa Nancy Talbott. Ela foi uma das poucas pessoas no mundo que fez uma pesquisa usando elementos da ciência a fim de decifrar este mistério”, diz Milton Dino Frank Junior, presidente do Centro de Ufologia Brasileiro (CUB). Segundo informações do CUB, já foram encontrados vários agroglifos, inclusive alguns bem antigos, no Acre, em plena floresta. “Mas entendo que um caso de agroglifo ou 'crop circles' no Brasil, para que a gente possa estabelecer um parâmetro de comparação com o fato oriundo da Inglaterra, teria que ser agroglifo em plantio de trigo, ou cereais”, diz Milton. Sendo assim, o primeiro caso registrado no país foi justamente no dia 10 de novembro de 2008, na cidade do meio oeste catarinense de Ipuaçu. “Depois que apareceram os círculos de Ipuaçu o fenômeno virou uma febre no Brasil e vários outros círculos semelhantes surgiram não só em Santa Catarina, como também no Rio Grande do Sul, em plantios de trigo”, disse Milton. VEJA SLIDES
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