A expressão popular usada por Fernando Collor de Mello ‘ela cisca pra dentro’, muito usada no nordeste significa a mesma coisa que ‘puxando a brasa para o assado’ ou ‘para a sardinha’. Talvez não necessariamente com a mesma intensidade, mas em síntese, o que ele tentou dizer é que a senadora é uma pessoa agregadora, aglutinadora, com interesses coletivos, voltada para o fortalecimento de idéias, projetos e etc. No entanto o nosso nobre ‘ex-caçador de marajás’ pisou no tomate e chamou, para o restante do país, a ilustre colega de galinha. Sim, para ‘o bom entendedor meia palavra basta’ e quem cisca é galinha. Ele tentou explicar, mas parece que não convenceu e desta forma fez sua reestreia nas manchetes da mídia nacional de maneira retumbante. Não restam dúvidas quanto ao impacto de sua reaparição nos noticiários, pois venceu o PT na disputa por um cargo importante que era tido como ‘favas contadas’ por Ideli e seus ‘companheros’. Além de vencer pareceu para muitos ter tripudiado ao rotular, se muito embora sem querer, sua adversária por tabela de ‘penosa’. Já Aloizio Mercadante, para uns o ‘Barão de Münchhausen’, para outros Bozo, tomou as dores da ilustre colega e ‘apagou o incêndio com gasolina’. Invés de chamar Collor de lado e dar um ‘toquinho’ daqueles: “Pô meu, te toca... Chamou a colega de galinha por tabela?” Não, invés disso jogou cocô no ventilador e cobrou uma espécie de retratação pública, quase criando um barraco exigindo que o autor da mancada retirasse os ‘elogios galináceos’ então proferidos. Mas, cisco pra cá e cisco pra la, ficou no ar de forma subliminar a lembrança da Cisco e suas doações para campanha do PT e por consequência para atual presidente, que nunca foram esclarecidas. Será que o verbo ‘ciscar’ provoca lembranças traumáticas ao pessoal do PT?
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