sábado, 28 de fevereiro de 2009

Charge compara Obama a macaco e causa ira na imprensa internacional

O diário americano "New York Post" publicou uma charge que parece comparar o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, a um violento chimpanzé morto a tiros pela polícia. A charge, de autoria de Sean Delonas, publicada nesta quarta-feira, mostra dois policiais perante o corpo de um chimpanzé furado por balas. Um dos policiais diz ao outro, "eles terão de encontrar outra pessoa para escrever o próximo plano econômico". Al Sharpton, ativista dos direitos civis, classificou o cartoon como "na melhor das hipóteses problemático, dado o histórico de ataques racistas em que afro-americanos são qualificados como sinônimos de macacos". Mas Sharpton disse que o "Post" deveria esclarecer a idéia que ele queria passar com a charge, que faz referência ao incidente desta segunda-feira em Stamford, Connecticut, no qual um macaco domesticado atacou uma mulher, a deixando gravemente ferida. Na oportunidade a policia foi chamada e matou o chimpanzé a tiros. Em declaração, o editor-chefe do "Post", Col Allan afirmou: "O cartoon é uma paródia clara de um evento atual, ou seja, a morte a tiros de um chimpanzé violento em Connecticut. Ela amplamente goza dos esforços de Washington para reativar a economia. Novamente, Al Sharpton se revela como nada além de um oportunista da publicidade". Um texto sobre a charge no site do jornal "Huffington Post" desencadeou centenas de emails dos leitores, muitos classificando o cartoon de racista e insensível. Sam Stein, colunista do site, escreveu que "na melhor das hipóteses o cartoon sugere que o pacote de estímulo é tão ruim que macacos poderiam tê-lo escrito”. Mais provocativo, ele compara o presidente a um macaco raivoso. Os jornais ingleses "The Guardian" e "The Telegraph" foram duros nas críticas ao New York Post, acusandoo de racismo. O jornal nova-iorquino "The New York Times" traz grande reportagem debatendo o conteúdo da charge e com críticas de vários setores da sociedade ao desenho que pode levantar um novo debate sobre racismo.

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