domingo, 19 de outubro de 2008

A moda é rechear o tocador de mp3 com literatura


A nova moda entre executivos, profissionais liberais e estudantes descolados é quase invisível. Enquanto fazem academia, se deslocam para o trabalho ou resolvem pequenas questões cotidianas, um iPod toca obras completas sobre quase tudo: biografias, autoajuda, ficção. "Eu gosto de ouvir os livros enquanto corro na esteira ou na rua. É um bom jeito de superar o tempo da tortura. Se você embarca no raciocínio, passa voando, é bem melhor do que ouvir música", diz Flávio Rocha, presidente da loja de departamentos Riachuelo, que, além de livros, costuma manter seu aparelho carregado com uma seleção de podcasts (programas de rádio baixados pela internet) nacionais e internacionais. Depois de aderir aos audiolivros, o professor de comunicação digital da Universidade de São Paulo (USP) Luli Radfahrer manteve a média de leitura em papel, mas passou a ouvir pelo menos dois títulos a mais por mês. "A vantagem é que isso ajuda a desconectar das coisas chatas do dia-a-dia, como compras no supermercado ou caminhada até o lugar onde você vai almoçar. Ouvindo um livro, você se desliga completamente." Por causa da praticidade, Radfahrer acredita que o segmento voltado para o mercado corporativo deva crescer. "Quem precisa de treinamentos já tem o dia lotado e pode aproveitar esse recurso", afirma.A maior parte das editoras especializadas explora esse filão, que inclui bestsellers motivacionais e autoajuda. É o caso da Audiolivros, que estreou em 2006 com cinco títulos: O Código Da Vinci, O monge e o executivo 1 e 2, O doce veneno do escorpião e A arte da guerra. "Ainda são os livros que mais vendem. A série de O monge e o executivo é líder", afirma Marco Giroto, diretorexecutivo da Audiolivros. De downloads, num modelo semelhante ao dos sites Amazon e iTunes, a empresa precisou adotar o suporte físico dos CDs, porque os clientes esqueciam de salvar a licença e não conseguiam mais ouvir o livro se perdessem o arquivo. Com 64 títulos lançados, as vendas da empresa subiram 150% de julho de 2007 a julho de 2008. LEIA MAIS

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