Uma organização ambiental do Quênia começou a usar mensagens de texto para tentar proteger elefantes. Um chip de celular (SIM card) é inserido na coleira do animal e envia uma mensagem automática toda vez que o animal chega muito perto de fazendas, permitindo que os guardas florestais impeçam que o elefante entre na propriedade, pois elefantes famintos representam um grande problema para pequenos produtores do país. Dois anos atrás, guardas florestais tiveram de atirar em cinco animais que continuavam a atacar plantações. Numa tentativa de coibir essa medida drástica, a organização ambiental Save the Elephants instalou um chip de celular na coleira de um elefante chamado Kimani. Para testar o sistema, os ambientalistas instalaram uma cerca virtual usando o sistema de GPS (Global Positioning System). A cada vez que Kimani chegava perto da cerca, uma mensagem de texto era enviada aos guardas florestais. O animal foi interceptado pelos guardas 15 vezes até agora. O projeto é caro, e exige que cinco pessoas estejam de prontidão em tempo integral com um veículo à disposição do grupo, mas parece estar funcionando, já que Kimani não se aproximou de uma fazenda há quatro meses. O sistema está sendo implantado em outra parte do país. Um dos principais benefícios do projeto é que os elefantes parecem aprender uns com os outros. Seguir e controlar um deles parece fazer com que todo um grupo mude seus hábitos. Os animais também podem ser rastreados através do software Google Earth. O projeto está ajudando ainda a prevenir a caça clandestina de elefantes, já que os guardas florestais agora sabem onde concentrar seus recursos para proteger melhor os animais.
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