Groenlândia retoma movimento para se tornar independente da Dinamarca
Maior ilha do mundo, a Groenlândia tem 80% de seu território coberto por uma camada de gelo que chega a atingir 2,5 quilômetros de profundidade. Se toda essa camada se derretesse, seria um desastre mundial. O nível de água no planeta subiria cerca de sete metros. No estágio em que se encontra, o aquecimento global virou uma dádiva para os groenlandenses. Nos últimos tempos, os 56 mil moradores da ilha vêm sendo surpreendidos por notícias como a recente retração de geleiras que permitiu a descoberta de bolsões de chumbo e zinco próximos à cidade de Uummannaq. “Sabemos que temos ouro, diamante, petróleo e grande quantidade da água mais limpa do mundo”, costuma repetir a ministra das Finanças da Groenlândia, Aleqa Hammond. “E podem estar mais perto do que imaginamos.” A expectativa de que riquezas do gênero existam em abundância está provocando tanto impacto que fez emergir com toda força um movimento de independência que se arrastava por pelo menos três décadas. Em novembro, os moradores da Groenlândia vão participar de um referendo para aprovar ou não um plano de autogoverno, traçado em parceria com a Dinamarca. Protetorado dinamarquês desde 1721, a ilha ganhou uma autonomia relativa em 1978, quando foi montado um governo local.
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