Setenta anos após a última viagem comercial do zepelim entre a Alemanha e o Brasil, a empresa responsável pelo dirigível negocia o retorno do mítico aparelho ao País. A ofensiva no mercado brasileiro faz parte de uma estratégia da Zeppelin de retomar a produção em larga escala dos dirigíveis. A idéia já não é mais a de transportar passageiros em viagens transoceânicas, mas de encontrar funções específicas, seja no setor de turismo, monitoramento ambiental, pesquisas científicas ou mineração. Um estudo feito pela companhia chegou à conclusão de que haveria uma demanda no mundo para pelo menos 40 zepelins. Isso sem contar com eventuais aeronaves para fins militares e de policiamento. Entre 1908 e 1937, 119 zepelins foram construídos na Alemanha. Sem aviões comerciais ainda plenamente desenvolvidos, a empresa conseguiu um nicho de mercado importante e estabeleceu rotas aos Estados Unidos e ao Brasil, usadas até pelo compositor Heitor Villa-Lobos. Mas um desastre em 1937 minou o sonho da empresa. Mais tarde, o governo da Alemanha usou os aparelhos para bombardear Paris e outras cidades. Os aliados, em resposta, destruíram a região de Friedrichshafen, exclusivamente para impedir a fabricação dos dirigíveis. Somente no início dessa década, as gigantes estruturas voltaram a ocupar os céus, primeiro da Alemanha. Mas logo do Japão, África e, nos próximos meses, dos Estados Unidos. Outros dirigíveis foram criados por uma série de empresas e são usados em várias partes do mundo como plataforma publicitária e mesmo para a transmissão de eventos esportivos. Mas nenhum tem autorização para comercializar passagens e apenas a Zeppelin tem um modelo que é 100% controlado por pilotos. "Somos os únicos a ter o direito de vender passagens a qualquer pessoa", afirma o vice-presidente da empresa, Michael Scheischke.
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