Adolecente com 13 anos portadora HIV vira ativista em Honduras
Uma menina de 13 anos, portadora do HIV, se transformou numa das maiores ativistas de Honduras pelos direitos das pessoas infectadas pelo vírus que causa a Aids. Keren Dunaway González discursou nesta terça-feira durante a abertura da Conferência Internacional sobre Aids, que acontece no México, falando sobre a sua vida e a sua luta para sensibilizar as pessoas e dar aos portadores maior acesso a tratamentos. Ela atua na Fundação Pranto, Valor e Esforço (Llaves, ou “chaves”, na sigla em espanhol), criada por seus pais Allan e Rosa, ambos portadores do vírus. Além de lutar contra os tabus que cercam a doença, a jovem se dedica à sua revista, Llavecitas (“pequenas chaves”, em tradução literal), que traz histórias de crianças infectadas com HIV. Em entrevista a garota hondurenha contou ter uma vida normal, freqüentar a escola e ter muitos amigos. “Converso abertamente sobre esse tema com os meus amigos. Acho até estranho quando estou com alguém que não sabe que tenho HIV.” Keren disse ter sido discriminada duas vezes no início de sua vida escolar. “Na primeira vez, nem me aceitaram na escola. Na segunda, quando os colegas descobriram que eu tinha o vírus, começaram a me excluir. Ninguém falava comigo ou encostava em mim”, lembra ela. A jovem discursou em abertura de conferência internacional. “Quando contei à minha mãe o que estava acontecendo, foi feita uma reunião com todos os pais e tudo se acertou.”
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