O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), abriu há pouco a sessão de votação do projeto que regulamenta a emenda 29 e cria a Contribuição Social para a Saúde (CSS), tributo no mesmo molde da extinta CPMF. A expectativa é que a discussão tome todo o dia e a votação aconteça no início da noite. A oposição está na estratégia de obstrução e a base aliada admite ter uma margem apertada para aprovar o novo tributo. O projeto que regulamenta a emenda 29 foi aprovado no senado apenas com a vinculação de 10% das receitas da União para a área de saúde. Na Câmara, a base aliada decidiu alterar o projeto mantendo a vinculação constitucional dos recursos para a saúde à variação do PIB nominal e propondo a criação da CSS. O novo tributo teria alíquota de 0,1% sobre movimentações financeiras e entraria em vigor em janeiro de 2009. Haveria uma faixa de isenção de R$ 3.038,99 para trabalhadores formais, aposentados e pensionistas. Os recursos arrecadados com a CSS, estimados em R$ 9,4 bilhões, seriam destinados de forma integral à saúde. A oposição pretende alongar ao máximo a sessão para tentar “cansar” a base aliada e diminuir o quórum. Durante todo o dia os líderes de DEM, PSDB e PPS apresentarão requerimentos para protelar a votação. "O espiríto coletivo diz não à CSS e nós vamos fazer o possível para defender essa posição em plenário", afirmou o deputado Paulo Bornhaussen (DEM-SC).
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