domingo, 11 de maio de 2008

Transtorno bipolar aumenta propensão a doenças

Todo mundo tem altos e baixos na vida. Para algumas pessoas, no entanto, essa oscilação de humor é provocada por uma doença, o transtorno bipolar, que afeta cerca de 3% da população mundial. Nas fases de mania, quem sofre do distúrbio apresenta euforia, irritação ou alegria intensa, falta de sono, sentimentos de grandiosidade, tendência à promiscuidade sexual e a gastar dinheiro excessivamente. Nas fases de depressão, a pessoa fica sem energia, cultiva pensamentos negativos e a auto-estima é abalada. Cerca de 70% dos casos de transtorno bipolar são diagnosticados incorretamente como depressão. "Em geral, as pessoas só buscam ajuda quando estão deprimidas", justifica o psiquiatra Flavio Kapczinski, pesquisador do Laboratório de Psiquiatria Molecular do Hospital das Clínicas de Porto Alegre. Outro motivo para a confusão é que muita gente pode ter apenas um episódio curto de euforia, seguido de um longo período de depressão, o que faz a oscilação passar despercebida. Um dos problemas do diagnóstico equivocado é que, quando um bipolar é medicado com antidepressivos, as fases de mania podem ser deflagradas. O tratamento do transtorno bipolar é feito com os chamados estabilizadores de humor, remédios como o carbonato de lítio, o valproato e a carbamazepina. Também pode-se usar a lamotrigina nas fases depressivas e, nos episódios de mania, antipsicóticos como a olanzapina e a risperidona. A dificuldade, para os médicos, é saber qual medicamento irá funcionar, já que cada um reage de forma diferente.

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