quinta-feira, 15 de maio de 2008

África do Sul discute legalização de poligamia para muçulmanos

A Justiça da África do Sul está analisando um caso que deve determinar se casamentos polígamos muçulmanos deverão ser reconhecidos oficialmente no país. Uma mulher sul-africana entrou com um processo judicial para ter direito à herança deixada pelo marido. Gabie Hassam foi a segunda mulher a se casar com ele. Até agora, a lei sul-africana reconhece apenas os casamentos polígamos de crenças africanas, não os muçulmanos. Hassam foi casada por 30 anos e teve quatro filhos com o marido. Mas depois que ele morreu, ela não pode herdar seus bens, porque era a segunda esposa, casada pela lei religiosa islâmica. Agora, Hassam corre o risco de perder sua casa. Caso a Justiça sul-africana dê ganho de causa a Hassam, a decisão poderá abrir caminho para que milhares de viúvas de casamentos polígamos muçulmanos possam ter direito à herança deixada por seus maridos. Grupos de defesa dos direitos das mulheres aguardam com expectativa a definição do caso e esperam que a lei seja revista, para incluir também os casamentos islâmicos. Estima-se que cerca de um milhão de muçulmanos vivam na África do Sul. Apenas recentemente a Justiça do país passou a reconhecer os casamentos realizados de acordo com as leis islâmicas, mas ainda não reconhece os casamentos polígamos islâmicos. Em 1998, a Justiça africana passou a reconhecer os casamentos polígamos realizados de acordo com tradições africanas, em uma medida com o objetivo de proteger os direitos de mulheres e crianças em relação à propriedade.

Um comentário:

Anônimo disse...

hahahahhahaha este esta frito, mas falando sério, se o cara pode se casar, a espoasa deve ter direito sobre os bens. Filho é filho né independente do numero de esposas.

Abç Rosa