sexta-feira, 11 de abril de 2008

Garota improvisa serviço telefônico em praça pública

Há dias atrás ouvi um debate acirrado numa emissora de rádio sobre a possibilidade de os países da América do Sul desenvolverem uma unidade semelhante à que ocorre já há alguns anos na Europa. Os participantes se fixaram principalmente na moeda que no velho continente se chama Euro e que aqui seria “Peso-Real”. Os prós e os contras foram desde as tradições e costumes, passando pelas riquezas naturais e o PIB de cada país chegando ao estágio de desenvolvimento de cada um. Deixando de lado as democracias fracas e possibilidade de ditaduras eminentes, se vê muito pouca chance de união em termos continentais. Até mesmo por que o Brasil só é o que é, ou seja, o maior e mais próspero país sul-americano por algumas coisas que passam também pelo idioma. Os países com língua espanhola se dividiram e tendem a se dividir mais ainda. A República da Grã-Colombia, por exemplo, era formada por Colômbia, Equador, Panamá e Venezuela, que são hoje países independentes. O Vice-Reino do Prata era formado por Argentina, Uruguai, Paraguai e parte da Bolívia, que hoje, também são países totalmente autônomos. Enquanto isso o Brasil somou, pois comprou e pagou muito bem para ter o estado do Acre. Mas as diferenças não ficam só aí. Um exemplo é a garota da foto que é colombiana e é uma espécie de “camelô da informação”. Ela tem vários aparelhos celulares que são utilizados como verdadeiras centrais telefônicas, onde a pessoa fornece o número, ela faz a ligação e cobra 200 pesos cerca de 0,19 centavos por minuto falado. Os aparelhos são ligados por uma corrente a cintura dela para evitar os “espertinhos”. Aqui até catador de papel e lata nas ruas, possui um aparelho celular próprio. Essas diferenças certamente irão ter peso na hora de alguns países renunciarem a sua própria moeda e ao patamar de desenvolvimento individual.

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