A homenagem feita a Israel no Salão do Livro de Paris, a ser inaugurado nesta quinta-feira pelo presidente israelense, Shimon Peres, causou grande polêmica e provocou o boicote de inúmeros países árabes e até mesmo de alguns escritores israelenses ao evento, em protesto contra a política de Israel nos territórios palestinos. Israel é o convidado de honra do maior evento literário da França, visitado por cerca de 200 mil pessoas, por ocasião do 60° aniversário da criação do Estado hebreu. Participam das homenagens 39 escritores israelenses. Após o apelo de boicote lançado pela Liga Árabe, inúmeros países, incluindo o Líbano, tido como o bastião da língua francesa no mundo árabe, decidiram não participar do evento. “Todos os países árabes francófonos (que falam o idioma francês), como a Tunísia, a Argélia e o Líbano declararam que deixarão seus estandes vazios”, informou a assessoria de imprensa do Salão do Livro de Paris. “O Marrocos não declarou oficialmente o boicote, mas sabemos que o país também não participará”, diz a assessoria. Outros países árabes que não tinham pavilhões oficiais, como o Irã, o Iemen, a Arábia Saudita e Omã também boicotam o evento, como ainda a União dos Escritores Palestinos e associações de editores egípcios, argelinos e marroquinos. O Sindicato Nacional da Edição da França, que organiza o salão, ressalta que “é a literatura israelense que está sendo homenageada e não o Estado de Israel”.sexta-feira, 14 de março de 2008
Homenagem à Israel no Salão do Livro de Paris gera polêmica
A homenagem feita a Israel no Salão do Livro de Paris, a ser inaugurado nesta quinta-feira pelo presidente israelense, Shimon Peres, causou grande polêmica e provocou o boicote de inúmeros países árabes e até mesmo de alguns escritores israelenses ao evento, em protesto contra a política de Israel nos territórios palestinos. Israel é o convidado de honra do maior evento literário da França, visitado por cerca de 200 mil pessoas, por ocasião do 60° aniversário da criação do Estado hebreu. Participam das homenagens 39 escritores israelenses. Após o apelo de boicote lançado pela Liga Árabe, inúmeros países, incluindo o Líbano, tido como o bastião da língua francesa no mundo árabe, decidiram não participar do evento. “Todos os países árabes francófonos (que falam o idioma francês), como a Tunísia, a Argélia e o Líbano declararam que deixarão seus estandes vazios”, informou a assessoria de imprensa do Salão do Livro de Paris. “O Marrocos não declarou oficialmente o boicote, mas sabemos que o país também não participará”, diz a assessoria. Outros países árabes que não tinham pavilhões oficiais, como o Irã, o Iemen, a Arábia Saudita e Omã também boicotam o evento, como ainda a União dos Escritores Palestinos e associações de editores egípcios, argelinos e marroquinos. O Sindicato Nacional da Edição da França, que organiza o salão, ressalta que “é a literatura israelense que está sendo homenageada e não o Estado de Israel”.
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2 comentários:
Vai ver o organizador era judeu, né? Se a feira fosse do Inter eu boicotaria certo. Mas talvez não seja nada disso; a idéia desta homenagem pode ter sido do dinheiro. Com a parceria do dinheiro ninguém se importa com nada. Os cara encomendam Habib's até. Abraços!
Sempre se confunde tudo. li dias atras o caçador de pipas e fiquei impressionada e chocada, sempre que se fala em paises arabes se pensa em homens bombas, Sadam, Bim Ladem e tem muito mais atras destes nomes, mas va explicar isto sem colocar politica no meio.
At.
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