quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Gaúcho Marcelo mora num buraco com baratas e ratos


Marcelo Camargo Machado, de 21 anos, vive em um buraco de seis metros quadrados por um metro de altura, sem ventilação, em Porto Alegre. De acordo com reportagem do jornal "Zero Hora", ele diz que decidiu morar na rua, pois apanhava do pai e foi negligenciado pela mãe, que tinha outros sete filhos. Na galeria subterrânea, Machado usa um papelão como colchão. "No inverno é frio, e no calor é abafado. Mas eu me viro", diz. Para espantar ratos e baratas que aparecem no local, ele usa pedras. "É ruim, mas eles nem incomodam mais", afirma. Nos dias mais quentes, o jovem se refresca em um lago de água esverdeada, impróprio para banho. Para se vestir e se alimentar, Machado depende da boa vontade alheia. Vizinhos dão roupa e comida. Quando não consegue doações, ele disputa o lixo com cães e gatos. Se optasse por usar serviços da prefeitura, Machado teria alimentação, poderia fazer documentos e tomar banho em chuveiros. Segundo a assessoria de comunicação da Fundação de Assistência Social e Cidadania (Fasc) o jovem "se nega a utilizar os espaços públicos do Atendimento Social de Rua". A assessoria informou, ainda, que não é possível retirar à força pessoas da rua.

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