O vírus HIV pode desencadear deficiências de aprendizado e memória ao lançar um ataque duplo contra o cérebro, segundo pesquisa. Já se sabia que uma glicoproteína (molécula composta de proteína e um ou mais carboidratos) chamada gp120, encontrada na superfície do vírus, podia matar células cerebrais ao prejudicar a química interna delas. Mas o último estudo, feito por cientistas da Universidade da Califórnia em San Diego, mostrou que a glicoproteína também prejudica a produção de novos neurônios. A gp120 teria esse efeito no hipocampo, uma região do cérebro de importância central para o aprendizado e memória. Aparentemente, o mesmo efeito que prejudica a química interna das células também causa o efeito sobre a produção dos neurônios substitutos. "É um golpe duplo no cérebro. A proteína do HIV causa danos cerebrais e impede que este dano seja reparado", disse o pesquisador Marcus Kaul, um dos responsáveis pelo estudo. Os cientistas esperam que a pesquisa, realizada em cobaias, ajude nos esforços para encontrar novas formas de combater a demência associada ao HIV.segunda-feira, 22 de outubro de 2007
HIV dá 'golpe duplo' no cérebro, diz pesquisa
O vírus HIV pode desencadear deficiências de aprendizado e memória ao lançar um ataque duplo contra o cérebro, segundo pesquisa. Já se sabia que uma glicoproteína (molécula composta de proteína e um ou mais carboidratos) chamada gp120, encontrada na superfície do vírus, podia matar células cerebrais ao prejudicar a química interna delas. Mas o último estudo, feito por cientistas da Universidade da Califórnia em San Diego, mostrou que a glicoproteína também prejudica a produção de novos neurônios. A gp120 teria esse efeito no hipocampo, uma região do cérebro de importância central para o aprendizado e memória. Aparentemente, o mesmo efeito que prejudica a química interna das células também causa o efeito sobre a produção dos neurônios substitutos. "É um golpe duplo no cérebro. A proteína do HIV causa danos cerebrais e impede que este dano seja reparado", disse o pesquisador Marcus Kaul, um dos responsáveis pelo estudo. Os cientistas esperam que a pesquisa, realizada em cobaias, ajude nos esforços para encontrar novas formas de combater a demência associada ao HIV.
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