Para nós do sul charque, já para os nordestinos carne de sol. A bem da verdade as duas são diferentes não só no modo de preparar como depois de curada. O charque leva mais sal, é curado na sombra e fica mais duro. Já a carne de sol além de ser menos salgada é curada no sol, como o próprio nome diz e fica mais macia. No século XIV, distante da tecnologia atual, as difíceis condições climáticas dos Alpes obrigaram as pessoas a exercer seu gênio criativo. Carne, sol, clima seco e vento permitiram aos pastores helvéticos da época inventar o que hoje é um dos aperitivos mais típicos da Suíça: A carne seca. Brasil e Argentina exportarão este ano dois terços da carne que a indústria suíça transformará no tradicional aperitivo alpino. Um grupo de produtores afirma que a indústria perde sua identidade. Outros no entanto aceitam sem problema uma vez que a produção bovina nacional é incapaz de atender a demanda. Essa indústria está concentrada essencialmente nos cantões dos Grisões (leste) e Valais (sudeste) e produz cerca de dez toneladas por ano. Porém, para os inconformados defensores da tradição e o regozijo dos adeptos da globalização, a produção de carne seca suíça depende cada vez mais da América do Sul.domingo, 30 de setembro de 2007
Suiços suprem necessidades com carne seca brasileira
Para nós do sul charque, já para os nordestinos carne de sol. A bem da verdade as duas são diferentes não só no modo de preparar como depois de curada. O charque leva mais sal, é curado na sombra e fica mais duro. Já a carne de sol além de ser menos salgada é curada no sol, como o próprio nome diz e fica mais macia. No século XIV, distante da tecnologia atual, as difíceis condições climáticas dos Alpes obrigaram as pessoas a exercer seu gênio criativo. Carne, sol, clima seco e vento permitiram aos pastores helvéticos da época inventar o que hoje é um dos aperitivos mais típicos da Suíça: A carne seca. Brasil e Argentina exportarão este ano dois terços da carne que a indústria suíça transformará no tradicional aperitivo alpino. Um grupo de produtores afirma que a indústria perde sua identidade. Outros no entanto aceitam sem problema uma vez que a produção bovina nacional é incapaz de atender a demanda. Essa indústria está concentrada essencialmente nos cantões dos Grisões (leste) e Valais (sudeste) e produz cerca de dez toneladas por ano. Porém, para os inconformados defensores da tradição e o regozijo dos adeptos da globalização, a produção de carne seca suíça depende cada vez mais da América do Sul.
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