domingo, 30 de setembro de 2007

Suiços suprem necessidades com carne seca brasileira

Para nós do sul charque, já para os nordestinos carne de sol. A bem da verdade as duas são diferentes não só no modo de preparar como depois de curada. O charque leva mais sal, é curado na sombra e fica mais duro. Já a carne de sol além de ser menos salgada é curada no sol, como o próprio nome diz e fica mais macia. No século XIV, distante da tecnologia atual, as difíceis condições climáticas dos Alpes obrigaram as pessoas a exercer seu gênio criativo. Carne, sol, clima seco e vento permitiram aos pastores helvéticos da época inventar o que hoje é um dos aperitivos mais típicos da Suíça: A carne seca. Brasil e Argentina exportarão este ano dois terços da carne que a indústria suíça transformará no tradicional aperitivo alpino. Um grupo de produtores afirma que a indústria perde sua identidade. Outros no entanto aceitam sem problema uma vez que a produção bovina nacional é incapaz de atender a demanda. Essa indústria está concentrada essencialmente nos cantões dos Grisões (leste) e Valais (sudeste) e produz cerca de dez toneladas por ano. Porém, para os inconformados defensores da tradição e o regozijo dos adeptos da globalização, a produção de carne seca suíça depende cada vez mais da América do Sul.

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