quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Sachê 'purificador' aumenta acesso à água potável em áreas pobres

A meta é que sejam produzidos 200 milhões de sachês a ano até 2020, o que resultará em 2 bilhões de litros de água potável
Basta abrir um pequeno sachê e despejar o pó em um recipiente cheio de água suja para em cinco minutos a lama se agrupar, formando grandes blocos e depois afundar, deixando a água limpa e quase pronta para consumo. "É deixar a sujeira afundar, coar a água, aguardar 20 minutos que estará pronta para beber", afirma Greg Allgood, diretor da divisão americana do programa sem fins lucrativos da Procter & Gamble. O objetivo é fornecer água potável a países em desenvolvimento e zonas que sofreram desastres. "Revertemos o sistema de uma usina de tratamento de água que custa dezenas de milhões de dólares para algo que passe a custar três centavos e meio", completa Allgood. Adicionando os gastos com distribuição, envio, educação e treinamento dos grupos de ajuda, o custo total de cada sachê não passa de 10 centavos de dólar. Um único sachê pode purificar até 10 litros de água, o bastante para o consumo de cinco pessoas durante um dia. Não importa se o filtro ou se o recipiente não estiverem limpos, a substância purifica a água mesmo assim. O pó é composto de sulfato de ferro, responsável por reunir a sujeira, os metais pesados e os parasitas presentes na água e cloro é responsável por matar os vírus e bactérias, inclusive as causadoras do cólera. 
CINGAPURA E PAQUISTÃO PRODUZIRÃO 200 MILHÕES DE SACHÊS ATÉ 2020 
"Quando a água está bem suja, não há muitas tecnologias de baixo custo que possam funcionar", diz Allgood, PhD em toxicologia e enviado da P&G na Clinton Global Initiative, que inaugurou nesta quinta-feira, 29, uma fábrica de sachês em Cingapura. "Parece estranhos para nós, mas muitas vezes as pessoas veem isso e dizem 'Meu Deus, eu estava bebendo água suja!'", conta. Cerca de 40 milhões de sachês serão produzidos ainda em 2012 em uma fábrica no Paquistão e outros 100 milhões na central de Cingapura. A meta é que sejam produzidos 200 milhões de sachês a ano até 2020, o que resultará em 2 bilhões de litros de água potável. Muitos dos pacotes são enviados para projetos de desenvolvimento na África e em países emergentes da Ásia, mas também foram destinados a pessoas afetadas por enchentes e outros desastres no Paquistão, na Tailândia, nas Filipinas, na Indonésia e no Haiti, segundo Allgood. A água potável é fundamental para pessoas soropositivas, uma vez que seus sistemas imunológicos os torna muito vulneráveis a infecções, podendo serem transformados em casos fatais com facilidade.

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