terça-feira, 27 de novembro de 2012

Mulher conta como luta contra depressão após transplante de rosto

Perseguida pela mídia, acossada por gente na rua e por olhares curiosos, Dinoire passou meses após a operação escondida em sua casa, sem se aventurar do lado de fora. Foto a esquerda é de antes da cirurgia.
Ao se olhar no espelho, o que a francesa Isabelle Dinoire vê é uma mistura de duas pessoas, ela própria e a mulher cujo rosto recebeu no primeiro transplante facial da história, há sete anos. "O mais difícil é me encontrar outra vez, como a pessoa que eu era, com a face que eu tinha antes do acidente. Mas eu sei que isso não é possível", diz a francesa, de 45 anos e mãe de dois filhos. "A doadora está sempre comigo", afirma Dinoire à BBC, em uma rara entrevista. Após um momento ela complementa: "Ela salvou minha vida". Ela ainda tem uma cicatriz visível que passa por cima de seu nariz e sob o queixo, onde os médicos especialistas do Hospital Universitário de Amiens, no norte da França, passaram 15 horas costurando o rosto da doadora ao seu. Um de seus olhos ainda parece levemente caído. "Ninguém pode imaginar o que é viver sem um rosto. Ela (Dinoire) pode. Mas precisamos garantir que é a opção correta para o paciente", disse Sylvie Testelin, uma das médicas que operou Dinoire em Amiens. Dinoire diz que gostaria até mesmo de um dia poder encontrar a família da doadora, para agradecê-los.

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