terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Túneis e contrabando movimentam o comércio na Faixa de Gaza

Os conflitos permanentes na Faixa de Gaza geram mudanças constantes no comportamento da pessoas, principalmente do povo palestino. Com adaptações aliadas a coragem para driblar as dificuldades eles correr riscos permanentes em busca de acesso a melhorias. Dependentes que são de países vizinhos e cercados pelas forças israelenses em função da guerra, as alternativas tem sido o contrabando das necessidades através de túneis. Arriscando a vida devido a possíveis soterramentos por bombas inimigas, os palestinos escavam constantemente na fronteira com o Egito. Hoje estima-se que o número seja superior a 800 túneis. E o objeto de consumo de maior cobiça no momento são as motos chinesas que custam apenas 700 dólares. Elas são trazidas desmontadas do Egito e passam a circular livremente em território palestino. Principalmente os jovens entre 15 e 20 anos são os que mais se aventuram e fazem qualquer coisa para ter uma. Mas como tudo na vida tem seu preço, as autoridades locais estão muito preocupadas com o número de acidentes de transito que cresceu assustadoramente. Segundo Khalil Shahin, diretor econômico do Centro Palestino para os Direitos Humanos (PCHR), houve um aumento de 25% no número de motocicletas nas ruas de Gaza nos últimos sete meses e isso causou pelo menos 160 mortes e cerca de 1.000 feridos. Ninguém usa capacete, tem documento da moto ou mesmo licença para pilotar. Foi necessário limitar as ‘importações’ e isso fez com que diminuísse o comércio que era de 50 a 60 por semana, para apenas 15 ou 20 unidades agora. Mesmo assim os túneis continuam servindo de fluxo para o comércio que agora se concentra em televisores, geladeiras, máquinas de lavar roupa, aspiradores, micoondas e até animais, que são vendidos num mercado em Jabalia, próximo a um campo de refugiados. Os túneis tem donos e Abu Rawhai, dono de um esta enriquecendo com a situação. Ele só reclama do racionamento de energia que prejudica o uso de eletrodomésticos. “Por que vender objetos que as pessoas sequer podem usar”?

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