Um clube que promove a prática da poligamia vem causando polêmica na Indonésia desde que foi criado, no início do ano. A associação Global Ikhlwan, com sede em um subúrbio arborizado a algumas horas de distância de Jacarta, teria sido fundada na Malásia. Segundo seus diretores, o clube possui mais de mil sócios distribuídos por vários países, entre eles, Austrália e Estados Unidos. As leis da Indonésia - país de maioria muçulmana - permitem que os homens se casem com mais de uma mulher, mas apenas sob certas condições: por exemplo, o marido precisa pedir a autorização da primeira esposa. Como resultado das restrições, a poligamia é menos comum no país do que em outras nações islâmicas. O novo clube, no entanto, preocupa setores da sociedade que temem um aumento na prática. Segundo seus membros, o objetivo do clube é promover as virtudes da poligamia, assim como oferecer apoio aos que estão enfrentando dificuldades para lidar com suas escolhas. A diretora da organização, Gina Puspita, admite que ela própria achou difícil quando o marido, Rizdam, se casou com a segunda esposa. "Foi difícil para mim no começo, mas sabia que era por causa das minhas emoções, dos meus desejos", ela disse. "Mas a poligamia é um forma de todos nós encontrarmos felicidade e amor nesse mundo". "Há muitas vantagens para as mulheres em casamentos polígamos", acrescentou Puspita. "Aprendemos a controlar nossos desejos e ciúmes e isto nos leva para mais perto de Alá". O marido de Puspita, Rizdam, disse que o sistema funciona para sua família. "Acho que a poligamia é melhor do que a monogamia". "Há tantas vantagens! Para os homens, ela ensina liderança. É difícil lidar com uma esposa em um casamento, mas quatro? É muito mais difícil e é uma boa prática educativa". Embora não haja estatísticas oficiais sobre o número de casamentos polígamos no país - muitos casamentos não são registrados - muitos temem que organizações como o clube da poligamia possam levar mais homens a adotar a prática. Grupos feministas estão pedindo às autoridades que fechem o clube. O governo indonésio, orgulhoso de sua reputação de tolerante nação islâmica, anunciou que vai monitorar as atividades da organização, mas não quis fechá-la. A polêmica em torno da poligamia ilustra a luta do país para alcançar esse ideal: ser islâmico e moderno ao mesmo tempo.quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Clube promove prática da poligamia na Indonésia
Um clube que promove a prática da poligamia vem causando polêmica na Indonésia desde que foi criado, no início do ano. A associação Global Ikhlwan, com sede em um subúrbio arborizado a algumas horas de distância de Jacarta, teria sido fundada na Malásia. Segundo seus diretores, o clube possui mais de mil sócios distribuídos por vários países, entre eles, Austrália e Estados Unidos. As leis da Indonésia - país de maioria muçulmana - permitem que os homens se casem com mais de uma mulher, mas apenas sob certas condições: por exemplo, o marido precisa pedir a autorização da primeira esposa. Como resultado das restrições, a poligamia é menos comum no país do que em outras nações islâmicas. O novo clube, no entanto, preocupa setores da sociedade que temem um aumento na prática. Segundo seus membros, o objetivo do clube é promover as virtudes da poligamia, assim como oferecer apoio aos que estão enfrentando dificuldades para lidar com suas escolhas. A diretora da organização, Gina Puspita, admite que ela própria achou difícil quando o marido, Rizdam, se casou com a segunda esposa. "Foi difícil para mim no começo, mas sabia que era por causa das minhas emoções, dos meus desejos", ela disse. "Mas a poligamia é um forma de todos nós encontrarmos felicidade e amor nesse mundo". "Há muitas vantagens para as mulheres em casamentos polígamos", acrescentou Puspita. "Aprendemos a controlar nossos desejos e ciúmes e isto nos leva para mais perto de Alá". O marido de Puspita, Rizdam, disse que o sistema funciona para sua família. "Acho que a poligamia é melhor do que a monogamia". "Há tantas vantagens! Para os homens, ela ensina liderança. É difícil lidar com uma esposa em um casamento, mas quatro? É muito mais difícil e é uma boa prática educativa". Embora não haja estatísticas oficiais sobre o número de casamentos polígamos no país - muitos casamentos não são registrados - muitos temem que organizações como o clube da poligamia possam levar mais homens a adotar a prática. Grupos feministas estão pedindo às autoridades que fechem o clube. O governo indonésio, orgulhoso de sua reputação de tolerante nação islâmica, anunciou que vai monitorar as atividades da organização, mas não quis fechá-la. A polêmica em torno da poligamia ilustra a luta do país para alcançar esse ideal: ser islâmico e moderno ao mesmo tempo.
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